Ora vou tentar explicar como resolvi o primeiro problema apontado no post anterior: o tubo do saco é curto o que limita a movimentação na cama. Os sacos com o tubo mais longo que conheço são os da Hollister que têm 90 cm de comprimento. A D. Odelinda Rocha da Convacir (Coimbra), minha dedicada fornecedora de material para a ostomia, já me confirmou que estes são os tubos mais longos que existem no mercado. Como resolver o problema? Eu resolvi-o acrescentando tubo e é isso mesmo que partilho aqui hoje com quem achar útil ler e observar. Eis os passos que dou e os materiais que utilizo. É simples.
1. Corto o tubo do saco - foto A
2. Corto uma secção com o tamanho que pretendo - aproximadamente 20 cm - de tubo de plástico de 5mm de espessura. Na foto B está a referência do tubo que compro numa casa de ferragens normal, a metro. Cinco ou dez metros dão para muito tempo.
3. Corto dois pequenos trocos (cerca de 5 cm cada) de um tubo um pouco mais rígido (foto C) e de diâmetro interior tal, que permita o encaixe justo dos tubos transparentes.
4. Como o tubo entra muito justo costumo olear o interior do troço azul com um pouco de sabão para facilitar. Também costumo aquecer (com um simples isqueiro) a ponta do troço, e quando está quente introduzo a ponta de um lápis ou esferográfica, alargando assim o bocal o que também ajuda na entrada do tubo, criando assim um ligeiro alargamento e rebordo que assinalo na foto D.
5. A foto E mostra a secção do tubo já com os dois troços de união.
6. A foto F mostra o saco com o tubo já aumentado - trabalho finalizado.
7. Se quiser aumentar a segurança , pode, por exemplo colocar um pouco de adesivo ou fita isoladora - foto G.
Quanto à manutenção e duração do saco - todas as manhãs o saco é esvaziado, depois encho-o um pouco com água agito e despejo. Passo seguinte, deito um pouco de vinagre ou detergente comum e junto água. Normalmente deixo-o assim pendurado sobre a banheira durante parte do dia, depois esvazio-o e deixo-o o resto do dia com a torneira aberta a escorrer. Uso o saco durante 15 dias.
Aproveito os troços que lavo muito bem, deixo a secar e antes de voltar a utilizá-los passo com uma cotonete com álcool para desinfectar.
Cá fica a minha experiência esperando que possa ser útil a alguém.
Blogue de discussão e encontro de pessoas urostomizadas, partilhando as suas experiências, contactos, sensações e necessidades.
sábado, 24 de novembro de 2012
domingo, 28 de outubro de 2012
Sacos de drenagem noturna
Recentemente li um artigo num jornal inglês sobre o tema que dá título a este post, e embora já tenha chegado há muito tempo à conclusão que os fabricantes dão pouca atenção a este acessório, verifiquei que muitas pessoas com urostomia tem razões de queixa e convivem com alguma dificuldade com isso, quer em casa, quer em viagem, tal como me acontecia.
Concretamente os meus problemas eram :
1. Tubo de ligação curto - tem 90 cm (da Holister) e é manifestamente pouco quando uma pessoa é corpulenta, como é o meu caso, consequentemente tem uma cama grande e mexe-se bastante durante a noite.
2. O segundo problema diz respeito os sistema de fixação ou suporte dos sacos de drenagem quer em casa, quer em viagens para hotéis ou casas alheias.
Nesse artigo que li, e que entrevistava algumas pessoas, percebi que cada um tentava resolver os problemas à sua maneira, que vão desde o agarrar do saco aos lençóis com alfinetes de bébé, até outros que optam simplesmente por não usar saco de drenagem e desenvolveram o reflexo de acordar várias vezes durante a noite para esvasiar o seu próprio saco quando este está cheio.
No próximo post apresentarei algumas fotos para mostrar como resolvi satisfatoriamente estes problemas.
Concretamente os meus problemas eram :
1. Tubo de ligação curto - tem 90 cm (da Holister) e é manifestamente pouco quando uma pessoa é corpulenta, como é o meu caso, consequentemente tem uma cama grande e mexe-se bastante durante a noite.
2. O segundo problema diz respeito os sistema de fixação ou suporte dos sacos de drenagem quer em casa, quer em viagens para hotéis ou casas alheias.
Nesse artigo que li, e que entrevistava algumas pessoas, percebi que cada um tentava resolver os problemas à sua maneira, que vão desde o agarrar do saco aos lençóis com alfinetes de bébé, até outros que optam simplesmente por não usar saco de drenagem e desenvolveram o reflexo de acordar várias vezes durante a noite para esvasiar o seu próprio saco quando este está cheio.
No próximo post apresentarei algumas fotos para mostrar como resolvi satisfatoriamente estes problemas.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Passou quase um ano...
...desde a minha última publicação neste blogue.
Felizmente até agora tudo tem corrido bem - estou bem adaptado aos materiais que uso, a minha PELE tem-se mantido sem irritações, o estoma mantém-se estabilizado.
Fui "cimentando" as minhas próprias rotinas, e as falhas - leia-se fugas- são (têm sido) raras, e devem-se sobretudo a causas bem identificadas - algumas calças que "embirram"com a parte superior do anel do saco e que o abrem um pouco, provocando a dita fuga de urina. Com calças tipo "fato de treino" o problema não acontece. Tenho uma costureira habilidosa e vou transformar todos os meus pares de calças de forma a anular este problema.
Hoje recebi uma convocatória para ir à junta médica, que decidirá se me dá a aposentadoria ou não.
Hoje também recebi um amável telefonema da D. Odelinda da CONVACIR, que, passado um ano encontrou o que escrevi sobre ela no post abaixo, em "Passe a publicidade..." e conseguiu adivinhar a minha identidade através das iniciais com que assino este blogue. Estava sensibilizada com as minhas palavras e eu fiquei sensibilizado com o seu reconhecimento.
Reiterando o que afirmei há um ano, são pessoas excepcionais de grande competência e sensibilidade. Para si D. Odelinda, para si D. Ana, tiro o meu chapéu, uma vez mais.
Felizmente até agora tudo tem corrido bem - estou bem adaptado aos materiais que uso, a minha PELE tem-se mantido sem irritações, o estoma mantém-se estabilizado.
Fui "cimentando" as minhas próprias rotinas, e as falhas - leia-se fugas- são (têm sido) raras, e devem-se sobretudo a causas bem identificadas - algumas calças que "embirram"com a parte superior do anel do saco e que o abrem um pouco, provocando a dita fuga de urina. Com calças tipo "fato de treino" o problema não acontece. Tenho uma costureira habilidosa e vou transformar todos os meus pares de calças de forma a anular este problema.
Hoje recebi uma convocatória para ir à junta médica, que decidirá se me dá a aposentadoria ou não.
Hoje também recebi um amável telefonema da D. Odelinda da CONVACIR, que, passado um ano encontrou o que escrevi sobre ela no post abaixo, em "Passe a publicidade..." e conseguiu adivinhar a minha identidade através das iniciais com que assino este blogue. Estava sensibilizada com as minhas palavras e eu fiquei sensibilizado com o seu reconhecimento.
Reiterando o que afirmei há um ano, são pessoas excepcionais de grande competência e sensibilidade. Para si D. Odelinda, para si D. Ana, tiro o meu chapéu, uma vez mais.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Para Sorrir
Três pessoas idosas estão a discutir os seus problemas de saúde e a melhor coisa que lhes podia acontecer:
A de 80 anos: “ O meu médico diz-me que eu devia fazer uma urostomia, para aliviar a minha dor quando tenho que urinar – isso era o melhor que me podia acontecer.
A de 85 anos: “ O meu médico diz-me que eu devia fazer uma colostomia para curar a minha necessidade de laxantes e para voltar a ter os movimentos intestinais correctos.
A de 90 anos: “ o meu médico diz-me que eu estou perfeitamente saudável – às seis horas da manhã eu urino muito bem, sem dor, às 6,30 em ponto eu tenho bons movimentos intestinais....
A melhor coisa que me podia acontecer era se eu conseguisse acordar antes das sete horas da manhã!
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Lido na Internet
Podes passar todo o teu tempo preocupado que algo corra mal. De qualquer forma há sempre coisas que correm mal. Podes comprar a tua primeira casa e descobrir que ela tem infiltrações no tecto; compras um carro novo e alguém te faz um risco. Podes fechar-te na tua concha e , se o fizeres, acordas um dia e apercebes-te que estás a envelhecer e a passar ao lado de todas as oportunidades. Portanto sai e vai viver a tua vida!
sábado, 30 de abril de 2011
Passe a publicidade...
Mas queria ter aqui uma palavra para a firma que me fornece tudo o que necessito para o meu estoma. Tem material de todas as marcas, o que é muito prático, pois num único contacto pode-se mandar vir, por exemplo, sacos de uma marca e protecções cutâneas ou sprays de outra. É a Firma Convacir, da Srª. D. Odelinda Rocha, de Coimbra excelentemente acessorada pela D. Ana.
Envia o material pelo correio de um dia para o outro, para todo o país, e quando necessário até facilita o pagamento por uns dias, até se receber a comparticipação estatal. O telefone é o 239834535.
Impecável!
Envia o material pelo correio de um dia para o outro, para todo o país, e quando necessário até facilita o pagamento por uns dias, até se receber a comparticipação estatal. O telefone é o 239834535.
Impecável!
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Viagem à Turquia - II
A viagem foi um êxito! Correu muito bem e não falo das paisagens maravilhosas. Falo da minha experiência pessoal enquanto cidadão português que faz a sua primeira viagem "grande" depois da ostomia.
As viagens de avião decorreram sem quaisquer incidentes embora com algum desconforto pois os assentos eram muito apertados para pessoas de estatura elevada e "perna longa" como é o meu caso.
As viagens de autocarro decorreram igualmente sem problemas ,bem como as visitas aos diversos locais turísticos.
No regresso a Portugal, no aeroporto de Antália, ao passar na porta de detecção de metais, o alarme tocou e fui revistado manualmente. Apenas disse ao guarda em inglês : " I have a ostomy". Ele olhou para mim, fez uma revista leve com toda a descrição passando as mãos sobre o meu saco e sobre o saco de perna e mandou-me seguir com toda a normalidade.
Foi um alívio e mostra que há hoje já muita informação sobre estas questões.
As viagens de avião decorreram sem quaisquer incidentes embora com algum desconforto pois os assentos eram muito apertados para pessoas de estatura elevada e "perna longa" como é o meu caso.
As viagens de autocarro decorreram igualmente sem problemas ,bem como as visitas aos diversos locais turísticos.
No regresso a Portugal, no aeroporto de Antália, ao passar na porta de detecção de metais, o alarme tocou e fui revistado manualmente. Apenas disse ao guarda em inglês : " I have a ostomy". Ele olhou para mim, fez uma revista leve com toda a descrição passando as mãos sobre o meu saco e sobre o saco de perna e mandou-me seguir com toda a normalidade.
Foi um alívio e mostra que há hoje já muita informação sobre estas questões.
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